domingo, 26 de dezembro de 2010

A origem - Christopher Nolan




Sinopse

Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.




A princípio não entendi muito bem o filme. Normal, também será assim com vocês. O fato de Cobb agir através de sonhos, e as vezes necessitar que sua vítima sonhe que está sonhando (uma espécie de metalinguagem), tornam tudo muito complicado, a ponto de você por diversas vezes ficar em dúvida, se o que está assistindo é um sonho, ou o mundo real.

Chega até mesmo a nos obrigar a refletir, o que é o mundo real, e tal característica me fez encontrar um certo nível de intertextualidade com o filme Matrix. Pretendo pesquisar sobre o caráter filosófico dessas discussões, pois já ouvi falar muito sobre a estreita relação entre Matrix e filosofia, mas nunca parei pra pesquisar.

Andei muito sem tempo, e acreditem, se voltei a escrever aqui, é porque esse filme vale muito a pena. E não falo porque sou fã de Leonardo DiCaprio por causa de filmes como "Ilha do Medo" ou "Prenda-me se for capaz", que para mim são fantásticos, ou pela excelente atuação de Ellen Page (Juno), mas falo do filme como um todo.

Desliguei a televisão com a sensação de "não poderia ser melhor", e ainda pude voltar pra casa cantarolando "Non, je ne regrette rien", de Edith Piaf, que é praticamente a coisa mais importante quanto o assunto é trilha sonora em "A origem".

Me despeço deixando a mesma música, em uma versão de Cássia Eller, e me desculpando pela ausência a muito tempo, mas sabem como é, me formar era prioridade.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Bossa 'n Beatles - Rita Lee


Magnífico. É a palavra que encontro para definir esse álbum.
Por ser um grande fã de "Os Mutantes", e conhecer bem o trabalho solo de Arnaldo Baptista, e de Sérgio Dias, resolvi pesquisar também sobre o meu maior amor platônico. Rita Lee.
Tenho boa parte da discografia dela em LPs, ou CDs, que "herdei" do meu pai. Mas quis pesquisar coisas que nem mesmo ele conhecia, e encontrei "Bossa 'n Beatles".
Genial. As músicas de uma das minhas bandas favoritas, se não a favorita, com uma voz feminina, bonita, e com ritmo "abrasileirado".
"All my loving", "Lucy in the sky with diamonds", "With a little help from my friends", "In my life"...
Essa última aliás também ganhou uma versão em português, que ficou linda.
É uma das minhas músicas favoritas dos Beatles, mas infelizmente vejo pouca gente falando sobre ela, pouca gente q a escuta, e pouca gente que ao menos a conhece.
Recomendo que pesquisem essa música na versão dos Beatles, obviamente, mas também a de Rita Lee e a de Ozzy Osbourne. Ozzy teve o trabalho de fazer um clipe cantando essa música, com filmagens de várias fases de sua vida. Me emocionou, é como se ele soubesse que irá morrer amanhã.
"If I Fell" também ganhou uma versão em português excelente. Não direi que gostei mais que a dos Beatles, mas acho que gostei tanto quanto, primeiro porque ficou genial, segundo porque sou um grande admirador da música em portugues.
Parabens e obrigado Rita, por um álbum tão fantástico.

16 anos de alcool - Richad Jobson


SINOPSE
Filmado, na sua totalidade, em Edimburgo durante três períodos diferentes da vida de Frankie Mac. 16 Anos de Álcool transmite o desafio da consciência de um homem em busca de esperança.
Durante a infância, passando pela a adolescência até à idade adulta Frankie Mac observa o mundo à sua volta a afundar-se numa espiral de álcool e violência. Líder de um gangue onde os interesses são música, roupa e violência, Frankie considera ter um conjunto de grandes oportunidades que nunca pensou almejar. Mas serão estas verdadeiras oportunidades?
Com a tomada de consciência própria da idade ele tem, finalmente, uma oportunidade para sentir o poder do verdadeiro amor e perceber o que é ter esperança!

REALIZADOR
Richard Jobson

INTÉRPRETES
Kevin McKidd, Laura Fraser, Susan Lynch, Jim Carter, Ewen Bremner.



Já tinha um bom tempo que eu havia feito o download desse filme, mas por falta de tempo ainda não havia assistido.
Genial! Um dos poucos filmes sobre skinhead que mostra coisas da verdadeira cultura skinhead, como a música. O Skinhead Reggae vem chamando muito a minha atenção. Não gostei do fato de serem muito violentos no filme, o que confirma a confusão que a sociedade faz entre Skinheads e Boneheads.
É muito fácil perceber a influencia de Trainspotting e Laranja Mecânica sobre Richard Jobson, e agora percebi que essa influência vem explícita na capa.
Me identifiquei muito com o filme, por parecer em partes com uma fase que estou vivendo na vida. Mas não quero o destino de Frankie. Senti pena dele. O pobre querendo mudar de vida, e alguns pobres desgraçados não permitindo. O que fazer? É algo a se pensar. Algumas pessoas parecem não admitir que os outros a esqueçam. Mas ninguém esquece ninguém sem motivos. Deixem que vivam suas vidas.
A trilha sonora merece atenção especial, para fãs de música jamaicana, e gostei de ao fim do filme, nos créditos, aparecer todos os nomes das músicas, e seus intérpretes, o que me fez fazer ( e ainda estar fazendo hahaha) uma grande pesquisa.
Recomendo esse filme para todos! Principalmente pra você que vem tentando atrapalhar a vida de alguém. Verá o quão ridículo és.
Assistam!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mato Seco - Mato Seco



Uma banda que conheci por acaso, em rodinhas de violão regadas à vinho barato, boas conversas e muita alegria.
E que eu nunca esperava que fosse me mostrar tanta coisa legal.
A banda traz uma mensagem de esperança, uma mensagem que mudaria todo mundo, se cada um tirasse menos de 1 hora pra ouvir o álbum.
Sem dúvidas é hoje um dos meus álbuns favoritos, e a uns 3 meses que ouço pelo menos uma música todo o dia. É como se me desse forças.
Me surpreendi tanto com o quanto esse álbum me fez refletir, que parei pra estudar o Rastafari.
Não gostei muito analisando o que li, mas tomei pra minha vida a meta, de fazer o bem, sempre. Entre várias outras coisas. Eu humildemente PEÇO pra que ouçam o álbum.


domingo, 21 de março de 2010

O Escafandro e a Borboleta - Julian Schnabel


sinopse:

Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.


Uma das coisas mais emocionantes que assisti na vida.
Comovente, genial. São as duas palavras que resumem esse filme. Mathieu Amalric é um ator que eu ainda não conhecia, mas que acabou de ganhar um novo fã.Não é por sorte que está em várias listas de "10 melhores filmes da década".
Jean-Do sofre o filme todo, e chega a sentir pena de si mesmo.
E o mesmo acontece com quem assiste o filme. Acho impossível ver o filme e não pensar em valorizar mais as pequenas coisas da vida. Cada coisinha.
Não existe muito o que dizer, apenas que assistam.
Trilha sonora, direção, atores, tudo! Tudo é perfeito!
Assistam!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Zumbilândia - Ruben Fleischer


Sinopse: Misto de terror e comédia, o longa mostra a história de alguns sobreviventes que tentam sobreviver em um mundo infestado de zumbis sedentos de sangue. Columbus costuma fugir de tudo aquilo que o assusta. Tallahassee não tem medo de nada. No mundo repleto de zumbis, os dois são a dupla perfeita de sobreviventes. Mas agora eles vão ter de se encarar.

Título Original: Zombieland
Ano: 2009
Origem: EUA
Direção: Ruben Fleischer
Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick
Produção: Gavin Polone
Estúdio: Pariah Films
Distribuição: Sony Pictures

Elenco: Amber Heard, Emma Stone, Abigail Breslin, Bill Murray, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Jacob G. Akins, Elle Alexander, Melanie Booth, Daniel Burnley, Chris Burns, Dalton Cole, Blaise Corrigan, Anthony J. Davis.

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Com um nome pouco atrativo pra pessoas que procuram um bom filme em uma segunda feira de tarde, mas devido à insistência de um amigo, resolvi assistir.

Fui surpreendido, pois adorei o filme. Não causa medo algum, apenas aflição em cenas com zumbis comendo pessoas(no sentido gastronômico da palavra), mas nada demais, talvez apenas dispensaria a pipoca durante a sessão para evitar acidentes constrangedores.

Não me recordo de ter assistido nenhum filme com os 4 atores principais, não os conhecia, mas gostei bastante do trabalho deles.

Adorei a rispidez de Tallahassee, e a esperteza das "irmãs picaretas". Columbus não é o tipo de personagem que me agrada, mas vejo que ele é um dos maiores responsáveis pelo filme ser tão engraçado. O quanto é neurótico, medroso, nos faz rir bastante.

Um ótimo filme, pra assistir com toda a família. Recomendo!

domingo, 24 de janeiro de 2010

O Estrangeiro - Albert Camus


Um livro gostoso de se ler.
O motivo? Não sei ao certo. A história começa monótona, e assim segue, com pitadas de coisas absurdas que nunca aconteceriam. Não, o Sr. Mersault não sai voando, e Raymond não solta bolas de fogo. Mas coisas como nem ligar para a morte da mãe pra mim são ilógicas.
É assustador como o livro é bem escrito. A junção das palavras é perfeita, fazendo que mesmo com toda a riqueza de detalhes, o livro não se torna cansativo.
Eu como um bom leitor lerdo, demorei apenas dois dias pra lê-lo.
É muito fácil perceber as tendências Niilistas de Albert Camus, e também do protagonista Sr. Mersault. Gostei disso, apesar de não seguir essa filosofia de vida, mas gostar de conhece-la.
Um livro excelente, e que voce encontra em qualquer sebo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Magnata - Johnny Araújo


Sinopse:

Magnata (Paulo Vilhena) é um astro do rock que ganhou muito dinheiro com a carreira, mas que na verdade financia suas extravagâncias com o dinheiro deixado de herança por seu pai. Imaturo e deslumbrado com o sucesso, Magnata vê sua vida mudar após conhecer Dri (Rosanne Holland), por quem se apaixona. Mas no mesmo dia em que isto acontece Magnata comete o maior erro de sua vida, o que faz com que seus sonhos se tornem verdadeiros pesadelos.



O vocalista do Charlie Brown Jr. , vulgo Chorão passou 2006 inteiro e uma parte de 2005 falando sobre esse filme. Parecia ser algo interessantíssimo. Longe disso. Realmente o "Magnata"(Paulo Vilhena) é louco, mas 2 homens roubarem uma Ferrari na concessionária, que possui apenas 1 vigia, é um pouco sem nexo.

O filme não poderia ser mais clichê. Fui inocente ao esperar algo de bom do filme, pois o intelecto de Chorão nunca foi dos mais privilegiados.

O que salva o filme é a atuação de Marcelo Nova, e a quantidade de mulheres semi-nuas.

Não recomendo esse filme nem pros meus piores inimigos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Titãs - Titãs


Álbum dos Titãs de 1984. Excelente por sinal.
Ontem, me deparei com minha irmã assistindo ao documentário sobre a banda, dirigido pelo integrante da banda Branco Mello.
A Titãs é uma banda que eu sempre gostei, mas que não sei o motivo, mas estava esquecida na minha biblioteca. Lembrei ter esse LP e resolvi escutar.
Creio eu que esse é o CD com mais hits. Músicas fantásticas que estouraram em todo o país como "Sonífera Ilha", "Marvin", "Go Back", "Querem meu sangue", "Toda Cor".
Tudo muito bem feito, e a banda na época tinha quase o dobro de integrantes que possui hoje.
Uma música que eu não conhecia, ou não me lembrava, mas que achei ótima, é "Seu interesse".
É nítida a influência de reggae sobre a banda, mas essa influência foi diminuindo com o passar dos anos, para pelo menos minha tristeza.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Awaydays - Pat Holden



Na linha de This is England, o filme que estreou recentemente entre nós e que já alguns meses tinhamos recomendado. Surge agora este Awaydays. Baseado no livro de Kevin Sampson, que retratava fielmente a cena Casual, que surgiu no final dos anos 80 em Inglaterra. Neste novissimo Awaydays, um grupo de amigos reune-se á volta de futebol, roupa desportiva, música, copos e alguma porrada com grupos rivais. Enfim, estavamos nos anos 80, Margaret Tatcher governava com a sua mão de ferro e os jovens tinham-se de entreter com alguma coisa. Vivia-se muito na rua e nela havia códigos próprios que surgiam diariamente entre os jovens ingleses. O punk ardeu rápido, o mod revival já era e o Casual nascia nesse preciso momento, inspirado nas viagens dos apoiantes/supporters ás competições europeus de futebol das equipas inglesas que traziam para as ilhas o último grito das marcas desportivas italianas e do norte da europa. A trilha sonora fica por conta de Joy Division, The Cure e demais bandas pós-punk.


Empolgue-se com a sinopse. Apenas. Odiei o filme.
Prometia uma história interessante, cheia de adrenalina e emoção, assim como em "Hooligans"(Lexi Alexander) e"This is England"(Shane Meadows), mas só mostrou uma história chata, de um pseudo-romance-platônico-homossexual-junkie que transformou o protagonista Carty em um imbecil por nunca perceber que seu amigo Elvis estava apaixonado por ele.
Isso leva uma boa parte da história, e poderia até salvar o filme, mas acho que o cineasta não soube aproveitar dessa situação pra fazer algo interessante. Acho que optou pela pior alternativa para o "futuro do casal".
Brigas feias, sem nexo, onde 50 monstros corriam de meia dúzia de magrelos e um senhor de meia idade. Gosto de ler sobre um filme antes de assisti-lo, e como na sinopse falava que o filme era sobre os "Casual boys"(leia sobre no link), eu esperava partidas de futebol, amor pelo futebol e brigas com algum sentido.
Mas assistindo ao filme, mal dá pra saber pra que time o nosso protagonista Carty sósia de Alex Kapranos torcia.
A trilha sonora é toda pós-punk. Tem seus momentos bons no filme, mas não é nada emocionante ver pessoas se espancando ao som de Joy Division.
Contém várias cenas de sexo, a ponto de me levar a pensar que Carty usa feromônio ao invés de perfume, já que é feio, sem graça e sem presença, mas consegue atrair uma infinidade de mulheres, mesmo sendo um cara totalmente sem graça(Não sei se era o objetivo do ator, mas se era, conseguiu).
Não vale a pena ficar falando tanto sobre esse filme.
Querem ver bons filmes sobre Hooligans? Assista Hooligans 1000 vezes, mas evitem esse filme.
Não valeu um minuto do download.
Não se enganem com o trailer.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O Fabuloso destino de Amelie Poulain - Jean-Pierre Jeunet



Sinopse:

Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.



Uma comédia diferente de tudo o que já vi. Não que eu tenha visto muita coisa, mas nem por isso deixa de ser. Conheço muito pouco sobre o cinema francês, mas estou decidido a pesquisar mais depois de ver essa obra genial.
Humor inteligente, nada escrachado, circula basicamente em volta da inocencia de Amelie (Audrey Tautou) e dos hábitos estranhos das pessoas, mas me arrisco a dizer que são coisas normais de encontrarmos em nosso cotidiano. Coisas como hipocondríacos, pessoas lerdas, pessoas impacientes e mal-educadas, mal amados, e coisas do tipo.
Antes de assistir ao filme, eu li uma sinopse mais resumida, que fez parecer que o filme era apenas a busca de Amelie por Dominique. Durante o filme, quando os dois se encontraram, eu achei que estava proximo do fim, até lembrar que estava curto demais em relação ao tamanho do arquivo e seu formato (rmvb), daí percebi que ainda tinha muito filme pela frente, e achei ótimo, pois o filme se torna ainda melhor.
Amelie é de uma delicadeza, de uma pureza, que me impressiona, e cativa à todos.
Assistam!

domingo, 22 de novembro de 2009

Laurel Aitken - Woppi King


Laurel Aitken, o padrinho do ska, um músico genial que eu descobri essa semana, vendo o documentário "Skinhead Attitude".
Realmente faz ótimas canções, são bem animadas, ideais para "agitar", como dizem no filme.
Esse álbum não é tão animado quanto eu esperava, vi mais como reggae do que como ska.
Ainda não conheço muito sobre o estilo, por isso escrevo essa resenha tão curta. Mas espero que ouçam, e pesquisem sobre o assunto, para que possamos escrever coisas mais elaboradas sobre esse estilo que me fascinou, o ska.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Trilogia "As Crônicas de Artur" - Bernard Cornwell

Finalmente acabei de ler essa maravilhosa trilogia. Eu nunca havia lido nada de Bernard Cornwell, mas agora me considero um grande fã. Quero ler tudo, até bilhetes que ele tenha deixado para a avó.
Já devo ter visto filmes, ouvido histórias ou lido livros com várias versões sobre a história do Grande Rei Artur. Mas essa sem dúvidas é a melhor, e digo isso conhecendo muito bem "As Brumas de Avalon".
Cada livro tem mais ou menos 530 páginas, mas é bem fácil de ler. Aliás, é bem difícil não ler, já que o livro faz suas emoções oscilarem incrívelmente, além de te prender num calabouço genial que é o século V.
Muitas guerras, onde você se sente um guerreiro em uma parede de escudos, estocando com a lança, e protegendo seu companheiro com seu escudo. Cuspindo no adversário, insultando-o, e sentindo o cheiro de hidromel.
Hidromel, sábia palavra. Nunca provei, mas os guerreiros bebiam tanto, que parece que você conhece a bebida à anos.
Você encontrará "As Crônicas de Artur" em livrarias, como um romance americano.
Sim, é um ótimo romance, mas nem um pouco "água com açúcar". É bem intenso, mas não o considero um romance. O considero apenas indispensável. Trata de tudo!Tudo!
Me interesso bastante por coisas esotéricas, e a parte mágica do livro é maravilhosa.
Não tem como não admirar o cérebro de Merlin, o coração de Artur, a coragem de Derfel, a lealdade de Sagramor, entre vários outros personagens FANTÁSTICOS. Sem dúvidas, esses são uns dos melhores livros que já li em minha vida.
POR FAVOR, LEIAM!

sábado, 7 de novembro de 2009

"Lóki-Arnaldo Baptista - Paulo Henrique Fontanelle


SINOPSE

Documentário sobre Arnaldo Baptista, fundador dos Mutantes e um dos grandes ícones da música brasileira. Imagens históricas revelam a trajetória do artista desde a infância, o surgimento dos Mutantes, o casamento com Rita Lee, a separação, o fim da banda, a depressão que o levou a uma tentativa de suicídio e a um profundo coma, sua carreira solo e o reencontro com a paz. Com depoimentos do artista, familiares e amigos, como Tom Zé, Lobão, Nelson Motta, Gilberto Gil, Sergio Dias, Dinho Leme, Zélia Duncan, Liminha e Rogério Duprat, além de Kurt Cobain, Sean Lennon e Devendra Banhart.


Genial. É a única palavra que consegue descrever esse documentário. Eu já estava ficando preocupado, com o fato de não ter visto até hoje um documentário tão premiado, sobre um ídolo, que fundou uma das minhas bandas favoritas.

Após ver o filme, concordei de vez que Arnaldo já não tem tantas sequelas do acidente.

É apenas a idade, com sua alma de criança, gestos demais, uma mente brilhante, e um pequeno defeito na fala (por culpa do acidente).

Vale a pena ver, abrange diversos temas além da música, como drogas e suas consequencias.

É um ótimo filme pra quem quer parar com drogas.

E o melhor filme que existe, pra quem quer conhecer o brasileiro mais genial de todos os tempos.


Trailer do filme!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Earth A.D. & Wolfs Blood - The Misfits


Depois de perder todo o meu HD, estou tendo que baixar todos os meus albuns de novo.
Entre eles, me lembrei dessa banda que gosto muito. Banda de horror punk dos Estados Unidos.
É interessante como são romanticos e medonhos ao mesmo tempo. Talvez achem bonito ver seu grande amor sangrar até a morte.
As letras não me agradam muito, gosto de coisas mais bonitas, mas acho interessante a criatividade, e o jeito despojado do punk rock.
Pesquisando sobre a banda, achei genial saber que o visual do atual líder da banda Jerry Only é inspirado em Elvis Presley, seu ídolo. Jerry é um ótimo zumbi de Elvis.
Já tinha ouvido outros albuns do Misfits, e dos que ouvi, esse é o mais rápido. Onze músicas em pouco mais de dezoito minutos. Ridiculamente pequeno se comparado com Famous Monsters.
O que vale no álbum é "Die, die, my darling", um dos maiores sucessos da banda, que foi regravada por grandes bandas como o Metallica. O álbum é bom, mas sem dúvidas essa é a melhor faixa.Bloodfeast também é muito boa, tem um ritmo empolgante, talvez te faça dançar.

Trainspotting-Sem Limites - Danny Boyle



Sinopse:
O filme conta sobre a vida de um grupo de amigos,usuários de heroína.As reviravoltas desses adolescentes que passam da curtição a dependência, e as tentativas de abandono do vicio são alguns dos assuntos tratados.Ambientado em Edimburgo na Escócia a historia gira em torno de jovens sem juízo, mergulhados nas drogas e nos próprios devaneios, a turma chega a roubar entre outros casos extremos de imprudência,o mais importante no momento de torpe é ficar mais dopado ainda,porem o tempo vai se passando e cada um segue seu caminho as irresponsabilidades do passado da lugar a vida real,como esses jovens vão lidar com tal pressão você pode conferir em Trainspotting.

Um ótimo filme, e pensei que era bem mais antigo. Pra evitar confusões, o filme veio da obra literária de Irvine Welsh, e o filme foi dirigido por Danny Boyle.
Achei bastante surpreendente, muito mais que muitos filmes "junkie".
Contém cenas bem fortes, e a careta é inevitável ao ver agulhas penetrando nas veias, e dá uma angústia ver o pobre Renton(Ewan McGregor) tendo suas recaídas. O filme mostra bem, como é difícil se tratar de um vício perigoso como a heroína, e como a droga te torna totalmente dependente.
O filme mexe com sua cabeça assim como a droga; no início, tudo é bom e divertido, mas com o decorrer do tempo, tudo vai se complicando.
Os personagens principais possuem características bem marcantes.
O valentão Francis Begbie(Robert Carlyle), o idiota "Spud"(Ewen Bremner), o prepotente "Sick Boy"(Jonny Lee Miller) e o mais sensato, não deixando de ser inconsequente protagonista Mark Renton.
A trilha sonora também é ótima, predominantemente calma, porém acompanha a emoção que este maravilhoso drama irá lhe proporcionar.
Valeu a pena assistir, e fico feliz em dizer que esse filme também irá pra minha coleção pessoal.
Assistam!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Corra Lola, corra - Tom Tykwer


sinopse:

Manni (Moritz Bleibtreu), o coletor de uma quadrilha de contrabandistas, esquece no metrô uma sacola com 100.000 marcos. Ele só tem 20 minutos para recuperar o dinheiro ou irá confrontar a ira do seu chefe, Ronnie, um perigoso criminoso. Desesperado, Ronni telefona para Lola (Franka Potente), sua namorada, que vê como única solução pedir ajuda para seu pai (Herbert Knaup), que é presidente de um banco. Assim, Lola corre através das ruas de Berlim, sendo apresentados três possíveis finais da louca corrida de Lola para salvar o namorado.

Achei o filme bastante interessante, mas demorei um pouco pra entender essa de "três finais possíveis", porque não havia lido a sinopse antes de assistir.
Fiquei tentando entender, fazer uma ligação, mas depois resolvi aceitar o final que me fosse mais conveniente. É um filme de ação do jeito que eu gosto, que te deixa nervoso junto com o personagem. Você se preocupa, não quer que Lola perca nem um segundo, e parece que estamos a ajudando com a força do pensamento.
E além de tudo, é um filme pequeno, pode ser visto em um dia de insônia, ou enquanto esperamos alguém. Gostei bastante, e sem dúvidas gravarei para meu acervo pessoal.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Trova de Danú - Tuatha de Danann


Álbum mais recente da banda mineira de Folk Metal.
Não ouso dizer que é o melhor álbum da banda, mas sem dúvidas é uma obra maravilhosa, e com mais influências celtas do que nunca (fazendo jus ao nome da banda.
O álbum começa com uma música bem animada, "Land opf Yuth(Tir Nan Og)", e tenho certeza que ja li "Tir nan og" em algum livro.
A próxima faixa que me chama atenção, é também uma das minhas favoritas, "Believe is true". O que me fascina na banda, é que conseguem ser virtuosos, com solos rápidos e muita técnica da parte de todos os músicos, porém também conseguem fazer arranjos calmos, que mostram bastante sentimento à quem os escuta. Isso é raro hoje em dia.
Estamos habituados a ver ou "pseudo-hiipies" que nos fazem dormir na terceira faixa, ou "fritadores de guitarra" sem sentimento nenhum.
O Tuatha de Danann conseguiu abstrair as vantagens dos dois tipos, e estão de parabéns.
"Bella Natura" foi a música que eu mais gostei. Cantam com uma voz aguda, limpa e linda. Mas também conseguem inserir um drive, e até mesmo um scream em algumas partes.
O resto do álbum não me fez vibrar tanto, exceto "The Wheel", que apesar de ter mais de sete minutos, e eu não gostar de músicas grandes demais, é uma excelente canção. "Trova de Danú", faixa que leva o nome do disco, é uma música muito boa, mas eu esperava muito mais, devido à qualidade do álbum em si.
"The Land's revenge" faz refletir o estilo da banda. Mostra que o Tuatha é realmente folk, mas não deixa dúvidas de que também se trata de uma banda de metal.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Reggae a vida com amor - Ponto de Equilíbrio


Mantendo a linha de posts sinceros, com o que estou realmente ouvindo e gostando, falarei hoje sobre essa banda brasileira de reggae.
Acho muito interessante o que pregam em suas letras, pois faço uma relação muito grande, com a filosofia de vida de Artur ( da obra de Bernard Cornwell). Um homem que quer a revolução, apenas para conquistar a paz. Um homem que procura a paz.
E é mais ou menos essa a mensagem da banda.
É realmente impressionante a capacidade que o Ponto de Equilíbrio tem, de acalmar quem os ouve.
É só eu me estressar, que logo coloco no playlist.
Você não irá encontrar os melhores músicos do reggae aqui, mas nem por isso deixam de ser uma grande banda.
Gosto muito da voz do vocalista, extremamente aguda, e sem nenhuma vergonha de mostrar suas "viagens" enquanto canta. Quem já viu algum vídeo, ou foi ao show,diz que ele parece estar possuído enquanto canta.
Vejo na banda alguma semelhança com a anarquia, que é uma coisa que admiro, e gosto de ler sobre.
Mas diferente de Bakunin, não querem destruir tudo para reformar depois.
Querem "combater de frente o sistema", mas através do amor, que na minha opinião, é o que o mundo mais precisa.
Em momentos de revolta, concordo mais com Bakunin, mas acharia maravilhoso, se o mundo mudasse, através do amor que o Ponto de Equilíbrio prega.
Não pesquisei muito sobre a banda, não sei se são realmente rastafari, mas muitas músicas são quase gospeis. Duvido que alguém que ja ouviu ao menos 3 músicas da banda, não ouviu o nome "Jah" pelo menos umas 5 vezes.
Mas acho ótimo, e a religião é bastante interessante, pretendo pesquisar sobre.

domingo, 4 de outubro de 2009

B B King - Singin The Blues


Pra variar um pouco, quero pedir desculpas, pelo tempo sem postar.
Acho que eu já começar o blog como uma obrigação, me deixou exausto, sendo que com qualquer abalo emocional ou contra-tempo, eu não consigo postar algo construtivo.
E confesso que não ando nada bem, emocionalmente, e isso ajudou em minha ausência nessa página.
E como quero me livrar logo dessa tristeza,e começar uma nova etapa em minha vida, resolvi postar sobre algo muito novo pra mim, o blues.
E agradecer ao amigo Rodrigo Caixeta, que começou a me mostrar uma pequena parte do grande universo que é o blues.


Já vi pessoas que não conhecem, dizer que as músicas são parecidas demais. Mas pra mim, a única semelhança é o sentimento, que os músicos colocam em seus respectivos intrumentos.
E quantos instrumentos! Nesse álbum podemos notar guitarras, baixos, violões, pianos, metais, e muitos outros.
Que acompanhados da voz rouca e poderosa de B.B. King, te mostrarão anos de diversão saindo de uma caixa de som, e se entender um pouco de inglês, perceberá o sofrimento de muita gente transformado em arte, e que bela arte!
Algumas músicas chegam a ser dançantes, como "Woke up this morning". Não entendo nada de metais, mas se não me engano é um trompete, que faz um solo maravilhoso, digno de ser aplaudido de pé,nessa mesma música.
A faixa seguinte "You now I love you" já não é nada dançante, mas faz o coração mais duro se balançar, com o piano, e a voz aparentemente triste do mestre.
O que achei mais complexo no blues, é decidir, se gosto mais das dançantes ou das mais profundas.
No fim das contas, preferi as que mesclam os dois, como a última faixa desse álbum "Crying won't Help You"
Realmente fantástico, e pretendo ouvir o grandioso blues durante um bom tempo!